Nao eh possível, a minha mae que tem muito menos paciência do que eu, mora aqui anos e nunca teve esse problema e eu, uma fanzoca da cultura zen, praticante de yoga, espiritualizada... nao, algo esta errado ou nao, logo explico. Cheguei a achar que eu poderia ser culpada, afinal, devo ser insuportável como vizinha para aqueles curiosos que vem em busca de fuxico ou para os espaçosos sem noção, ainda mais que nao gosto de incomodar, mas eh claro, que a partir do momento que nao sou incomodada. Agora explico a minha problematica com vizinhança, soh pode ser um 'luxo' tipico de quem tem um peh iceberg igual ao meu. Serio, todo mundo sabe que energia atrai energia, comigo acontece como imã, ao contrario e de cabeça pra baixo, eh torcer para o obvio e acontecer o absurdo...rss. Jah sou piada na familia e a muito tempo, ateh de mim mesma. Meu pai, um cetico, jah admitiu que se um raio cair numa casa na cidade, a probabilidade de ser na minha eh 90%, os dez por cento restantes fica para eu ter esperança...rsrs
Voltando ao assunto, na verdade, em trinta anos no Rio, nunca tive problema com vizinhos, exceto quando trocava de mal no tempo de criança. Mesmo, depois de casada, em que geralmente saimos da casa dos pais e temos o nosso próprio apartamento. Fiz ateh amizades firmes e fortes, enquanto aqui... pelo contrario, teve ateh amizade desfeita, embora esta, nao me fosse surpresa. Tudo bem, ok, eh obvio que nem tudo sejam flores quando se fala em vizinhanca em qualquer lugar, afinal quem nao teve ou tem problema com vizinho?
O convivio eh algo dificil e cada vez pior com a individualidade crescente.
No Rio, tem uma coisa pelo menos de bom, acho que por ser uma cidade grande, cagam e andam mais para a sua vida, o que difere bem daqui onde se especula as vidas alheias para ter o que fuxicar, se intrometer ou o que for para a vida ter mais graça. Quem conhece cidade pequena vai saber do que estou falando. O que talvez mate, eh que falo o que nao estah bom e sou livre de certas coisas, o que jah incomoda muita gente acostumada com fingimento ou entendimentos restringidos. Outra coisa, sou muito atenciosa quanto a tratar o outro e fico pra morrer com gente grosseira ou capciosa, que joga nos outros todos os infortúnios. Ou seja, sou um calo assumido para quem nao gosta de discernir onde acaba o próprio espaço e começa o do outro.
Acho um absurdo o que menos se ve, que eh a preocupação com o outro, com um bem comum... eh a política do outro que se dane, muito diferente do ser feliz sem prejudicar ninguém. Falta muita compreensão e humildade nas relações que deveriam ser humanas. E muita pouca lógica e vergonha para quem adora cutucar os outros e depois se veste de vitima.



















